gigante

nos últimos anos eu aprendi muito sobre como o amor pode se multiplicar e acho que falo disso o tempo todo. aprendi sobre como é possível amar exatamente da mesma forma duas pessoas com personalidades totalmente diferentes. e isso é muito doido.

há exatos três anos eu aprendo todos os dias sobre como a gente sempre pode ser tudo o que a gente quiser. há exatos três anos eu aprendo sobre como dá pra ser carinhoso, engraçado, cuidadoso e ao mesmo tempo bem ogrinho. aprendo a dar chance e experimentar coisas novas e a ser gangorra, escorregador e saco de pancadas, tudo ao mesmo tempo.

há exatos três anos meu gigante chegou ao mundo pra mostrar muito sobre ser paciente, sobre ser sensível e sobre se importar com as outras pessoas e com pequenas coisas como um simples desenho do patinho feio, por exemplo. ele veio de surpresa pra me ensinar sobre como os planos de Deus são sempre melhores e maiores que os nossos e sobre como as coisas podem ser ainda melhores.

o meu gigante chegou e eu tive medo de não amá-lo como amava a irmã dele, e no começo eu também tinha medo dele não me amar. era engraçado porque teve uma época que ele me mordia, não gostava do meu colo e nem ligava pra mim e eu me desesperava, é claro. mas hoje ele me derrete com os abraços ou quando me chama pra brincar, me pede pra acompanhar nas situações que ele tem medo e me chama de tia.

meu gigante me faz brincar de lutinha, me escala e se pendura no meu corpo, mas também me dá carinho, faz cafuné, brinca de me colocar de castigo e até de pentear meu cabelo (que como a b. ele também acha que tá ridículo haha). ele me ajuda na cozinha, quer “perimentar” C A D A etapa do preparo de todas as comidas e come mais do que eu acho que cabe na barriga dele. meu gigante assiste “Spirit, O Corcel Indomável” um milhão de vezes assim como eu, acorda pensando em comer pipoca assim como eu, gosta de heróis e de Star Wars assim como eu e a tia aqui baba demais.

eu amo participar das coisas da vida dele. amo lembrar que teve uma vez que ele fez cocô no meu dedo enquanto eu trocava a fralda dele, que ele gorfou em mim várias vezes, que eu já fui em reunião da creche, já fui buscá-lo mais cedo e que ele era meu companheiro pra assistir Friends lá quando ele nem tinha quatro meses ainda.

se um dia você ler isso, gigante, quero que se lembre que você pode ser TUDO! que você é lindo, é forte, é esperto, sensível, inteligente e corajoso. quero que você se lembre que não precisa ter medo de nada porque o nosso Deus te fez incrível pra conquistar todas as coisas que você quiser. e eu te amo por cada detalhezinho desse!

feliz três anos, meu gigante!

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coisas que descobri sobre mim mesma

sugiro que você leia esse texto aberto a me conhecer e prometo que serei o mais sincera que essa rede mundial, chamada internet, me permitir. desejo que assim como eu finalmente me dei essa chance, você também pare um instante pra conhecer e aceitar quem você realmente é com T O D A S as suas características e imperfeições.

acho que eu sempre tive muita dificuldade em me reconhecer como eu mesma e talvez isso tenha acontecido porque nunca me achei bonita o suficiente ou boa o suficiente nem importante nem inteligente nem forte nem corajosa nem (INSIRA AQUI QUALQUER OUTRO ADJETIVO) o bastante. não é que agora eu acredite que sou tudo isso, é só que passei a me perguntar qual é padrão do qual estou abaixo e se ele realmente importa.

acho que meu processo tem muito a ver com enfrentar o mundo sozinha, sair da zona de conforto que era a casa dos meus pais e descobrir quem eu era e quem eu gostaria de ser. e aí isso tem muito a ver com amadurecer também e no meu caso, tem uma ligação direta com as minhas crenças e meus valores, porque muito do que hoje eu acredito e entendo sobre mim veio depois que eu passei a acreditar e entender mais sobre meu Deus.

nos últimos anos eu entendi que quem eu sou, minhas características, imperfeições e até os mínimos detalhes por menores que sejam, foram colocados em mim de propósito. isso de forma alguma me dá o direito de assumir a postura da “síndrome de Gabriela” – eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim – mas me ajuda a aceitar as coisas que não se encaixam no padrão alheio e que eu não posso mudar.

a partir daí eu compreendi que minha personalidade extrovertida, falante e animada é de propósito. que minhas habilidades de ser cara de pau e sair falando com todo mundo como se já fosse melhor amiga são de propósito. que meu jeito maluco e minha forma de me vestir também são de propósito e que com tudo isso eu posso levar o que acredito pras pessoas e tentar colocar um pouquinho de ordem no caos delas.

hoje eu olho no espelho e vejo meus olhos redondos e grandes de tartaruga, meu sorriso que abre mais pra um lado que pra outro, meus cílios grandes divididos no meio e meus cabelos que tem um milhão de texturas diferentes e me reconheço. vejo minha barriga que não é chapada, minhas pernas finas e tortas, ouço minha voz de criança e reconheço quem eu sou, me aceitando mesmo diferente e única como fui criada.

termino esse texto dizendo que não acho que eu seja perfeita nem que não vá passar por mais muitas e muitas mudanças pelo resto da vida, mas que em meio a tudo farei o máximo para aceitar quem sou mesmo com minhas dores, cicatrizes, marcas e derrotas.

talvez essa seja a calmaria que antecede uma grande tempestade, talvez essa seja a calmaria que veio depois de tempestades que pareciam ser inacabáveis… quem sabe, né?

b.

há quatro anos atrás eu conheci um amor totalmente diferente.

eu não sei explicar muito sobre a ligação e a intensidade da qual se trata, mas mesmo não conseguindo colocar em palavras sinto vontade de compartilhá-lo o tempo todo pela delícia que é.

eu a pedi pra Deus por um bom tempo e eu já a amava antes mesmo de saber que se tratava de uma menina, sim, a minha menina. eu conversava com ela mesmo antes de ter certeza da sua existência, sentia que já a conhecia mesmo só tendo ouvido as batidas compassadas do seu coraçãozinho.

quando ela nasceu, eu não estava lá para acolhê-la e acompanhá-la nas suas primeiras experiências no mundo, mas mesmo a 300km de distância enquanto eu começava a viver um dos meus sonhos, ela me ensinava as primeiras lições sobre ser forte e sobre lutar.

quando eu finalmente pude tê-la em meus braços e conhecê-la pessoalmente pareceu que nada mais no mundo era ruim, pareceu que tudo o que tinha acontecido até ali havia nos levado àquele encontro. E QUE ENCONTRO!

eu tive medo de que ela não soubesse quem sou, medo de que ela não soubesse o quanto eu a amo e o quanto ela significa pra mim, mas esse medo foi embora quando o tempo foi passando e eu percebi que a nossa ligação vai além da proximidade física. mesmo que eu ficasse um mês sem vê-la quando nos encontrávamos era o meu colo que ela preferia, era o meu nome que ela chamava, é a mim que ela ama independente da distância geográfica.

hoje um novo ciclo começa na vida dela – são quatro anos completos descobrindo quem ela é, descobrindo o mundo no qual ela vive, descobrindo como é viver. são quatro anos que o meu coração fica mais completo pelo abraço dela e que com uma única frase ela me desmonta todinha.

eu amo a minha menina e amo o fato de que ela não tá crescendo sozinha, ela me ensinou a multiplicar amor quando o irmão dela chegou e me ensina até hoje tanto sobre mim quanto sobre o mundo e sobre ela.

eu amo ser a tia que trocou fraldas, deu mamadeira e papinha, que brinca de bola, que faz parte do time das meninas e que vira mamãe e filhinha na brincadeira. eu amo ser a tia que leva no cinema, que dá rolê de ônibus, deixa brincar no parquinho correndo de um lado pro outro e dá bronca e põe de castigo na hora da birra. amo ser a tia que ouve que tá ridícula e que deixa o cabelo crescer só pra mostrar o quanto ama e se importa.

minha menina, se por acaso um dia você ler isso, quero que não se esqueça que você é inteligente, é forte, é corajosa e incrível. você é linda e não só pelos seus olhos de tartaruga e seu cabelo de Rapunzel, mas por todas as características que nosso Deus colocou em você!

feliz quatro anos, b.

 

look de FÉRIAS ♡

foi um semestre difícil! a correria foi tanta que o azaventuras de nacarla ficou abandonado… maaaaaaaaaaaas AS FÉRIAS CHEGARAM!

eis então o look do dia mais confortável e quentinho que eu já usei: look de FÉRIAS! 

diz a lenda que moletom é só pra dormir e que qualquer coisa com moletom vai ficar com cara de pijama. eu nunca gostei muito de moletom, mas decidi dar uma chance às novas peças que são mais ajustadas ao corpo. nasceu aí paixão por esse look mais casual e confortável do que nunca.

dependendo do estilo do moletom, é possível combinar com outras peças mais formais como blazers e camisas dando ao look um tom diferente do comum.

uma dica é procurar em todos os setores das lojas. essa calça, por exemplo, eu achei no setor infantil masculino e me serviu como uma luva.

calça de moletom FUZARKA Boys Colection
camisa em jeans Clock House
camiseta Marisa
tênis Converse All Star

Nalucinha ♡

veja bem… não foi quando eu nasci que ela se tornou mãe. ela já era mãe de outros quatro e se deixasse ela seria mãe de mais uns 10. porque é assim, o coração dela e do meu pai, mesmo já tendo cinco eles acham que sempre tem espaço pra mais filhos.

ela conta que eu não fui plano dela, mas de Deus. que Ele me trouxe pra ela. simples assim. e Ele me fez igualzinha a ela – a aparência, a personalidade, os sonhos… tudinho! e muito do que eu sou hoje, devo a ela.

eu não me lembro de não vê-la trabalhando, lutando sempre pra nos dar o melhor, pra que a gente um dia realizasse todos os sonhos que Deus fez nascer no coração dela pra nós. ela, junto do meu pai, sempre pegou no nosso pé pra sermos educados, estudiosos, ensinou sobre Deus e nos fez sermos amigos dEle.

ela me ensinou tudo sobre limpar a casa, sobre arrumar a louça, sobre cozinhar… me deixava ficar no pé dela observando e falando sem parar enquanto ela fazia todas as coisas, e assim ela sempre me ensinava, mesmo sem perceber.

ela é uma avó maravilhosa! ensina coisas erradas pros netos, sofre quando eles ficam doentes, mima demaaaaaais. e eu só consigo imaginar como quero que ela faça o mesmo pelos meus filhos!

quando eu saí de casa, ela e o meu pai foram quem mais me encorajaram. eles é quem apostaram tudo em mim. e apesar dela nunca lembrar qual o curso que eu faço (TERAPIA OCUPACIONAL, MÃAAAAE), e sempre explicar tudo errado pra quê eu tô fazendo isso, eu sei que ela se orgulha de mim. e essa é a minha maior alegria!

hoje, a 300km de distância, eu sinto falta da comida dela, do beijo e do abraço de quando ela chega a tarde do trabalho, do assovio que ela dá sempre que tá abrindo o portão e da pergunta de sempre: “tem café?”. eu sinto falta de observar ela cozinhando as coisas mais gostosas do mundo e de comer até ficar empanturrada. sinto falta das coisas doidas que ela diz e que sempre me fazem rir até chorar. mas mesmo de longe, ela continua me cuidando. me dá bronca quando fico doente, me aconselha sobre meus relacionamentos, me ensina as mais diversas receitas de coisas aleatórias que ela acha no Facebook… e me ajuda a me tornar uma mulher parecida com ela a cada dia!

ela é a melhor mãe que eu poderia ter! é a melhor mulher em quem eu poderia me inspirar! é a avó mais maluca que eu conheço! é a minha mãe!

feliz seu dia, Nalucinha! eu amo você! ♡

os profissionais da saúde que parecem não gostar de pessoas

eu tô indo pro quarto ano de faculdade! O PENÚLTIMO! e quando eu olho pra trás e vejo o tanto de coisa que eu já aprendi e o tanto de caminho que eu já percorri, penso que é só o começo, levando em consideração a formação que eu pretendo ter e os objetivos que quero alcançar. mas além das técnicas e teorias sobre a terapia ocupacional, meu processo envolve também a minha formação pessoal, já que a pessoa que eu sou reflete nitidamente na terapeuta ocupacional que estou me tornando e nas minhas práticas.

hoje pensei muito sobre isso. sobre como as pessoas que estão ao meu redor estão vivenciando seus processos e caminhando para uma formação não só acadêmica, mas pessoal também.

tive um treinamento de estágio hoje (PRO QUAL EU TÔ BEEEEEEEM ANSIOSA!), em conjunto com vários outros cursos da área da saúde e sinceramente me decepcionei com a postura que algumas pessoas, que teoricamente poderão cuidar de mim e da minha família no futuro, tiveram. não é que eu ache que todas as pessoas que vão cuidar de outras pessoas tem que se encaixar num certo perfil, mas me parece justo que, levando em consideração o compromisso firmado ao se formar em um curso que se baseia no cuidado, se tenha ao menos o mínimo de respeito pelo outro sendo ele seu cliente, paciente, usuário, colega de trabalho, chefe ou mesmo alguém simplesmente apresentando o serviço em que você vai estar atuando por algum tempo.

falo isso do meu lugar de profissional da saúde em formação, depois de ter ficado extremamente incomodada pelo desrespeito que observei hoje e após perceber que na verdade venho acompanhando várias situações parecidas durante esses anos de graduação. isso me faz questionar quem é que vamos ter daqui alguns poucos anos atuando como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e mesmo TOs, e me incomoda saber que talvez toda uma profissão será taxada por conta de profissionais que se deixam esquecer que trabalhar na área da saúde é trabalhar com a vida das pessoas e diretamente com elas.

acho que na verdade o respeito para com o outro, independente de quem ele é e de que lugar você está, deveria ser prioridade, não importa se você não tem nem o ensino fundamental completo ou se tem um diploma de pós-doutorado da melhor universidade do mundo. acho também que antes de aprender sobre todas as especificidades de sua profissão deveria se lembrar de quem é o ser humano, de como ele é frágil e de que, se você é um profissional da saúde, é seu dever cuidar dele.

Hoje não sou eu não…

hoje não sou eu quem vos escreve, e sim meu irmão querido, mais velho e o mais legal de todos, e sim, obviamente é ele escrevendo sobre ele mesmo, mas como a Nacarla pensa tudo isso de mim também, vai ficar desse jeito.

Hoje foi dia de cuidar dos sobrinhos enquanto a cunhada (minha esposa) e eu dávamos um rolê rápido pela cidade. Deixar o carro pra lavar enquanto andávamos e fazer render a uma hora e quarenta que isso demoraria pareciam difíceis, mas ora vejam só, uma pessoa que queria comprar só um vestido para a filha conseguiu demorar duas horas e meia, além é claro de comprar muito mais roupas pros pequenos, maquiagem, uma bolsa nova, ganhar um vestido, ficarmos com fome de novo e quando enfim terminada a vadiagem descobrir que precisava tirar dinheiro pra pagar o lava rápido que não passa no débito mas faz um serviço de primeira, de verdade! (eu recomendo)

Além de chegarmos uma hora atrasados, pois o lava rápido fechava as 18h, e sem dinheiro nas mãos, ainda fizemos o favor pra dona do estabelecimento de deixar algumas das compras com ela enquanto buscava o resgate do novo (e limpo!) veículo.

Ao retornar à casa, tomamos café, nos perdemos na realidade alternativa que é o youtube, e quando nos demos conta já eram dez da noite, e como não podia deixar de ser, continuamos a bagunça por ali mesmo até o último dia do ano começar…e sempre é assim quando essa mocinha vem pra casa, a gente bagunça um pouco mais, dorme mais tarde, sai da rotina…mas sempre é muito bom, afinal, matar as saudades dessa magrela é ótimo, para nós e para eles ( Bea e Migs).

Agora que descobri esse spazzio vou tentar aproveitar mais vezes, não escrevendo, é claro, mas lendo as aventuras dessa magrela. Espero que vocês também. Abx